4 chaves para reduzir o consumo de açúcar

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Publicado 09/08/2018 8:35:31CET

MADRI, 9 Abr. (EDIZIONES) –

O açúcar é um dos alimentos mais antigos, mas dos que mais gera controvérsia na atualidade. Para alguns, o seu consumo poderá ser negativo para a saúde do homem. Não obstante, em Portugal há um baixo consumo deste alimento, muito inferior ao que corresponde aos países desenvolvidos, em geral, e os de âmbito europeu.

Isso decorre do relatório monográfico sobre o açúcar, da Fundação Espanhola de Nutrição (FEN), em que também se destaca que o consumo excessivo de açúcar, ao deslocar a outros alimentos da dieta, pode levar a deficiências nutricionais. “A questão, portanto, reside em determinar a proporção de açúcar que pode conter a dieta diária, sem reduzir o consumo de outros alimentos capazes de fornecer os nutrientes indispensáveis para a nossa nutrição“, acrescenta.

Aqui, queremos lembrar que o açúcar não é absorvida como tal pelo nosso intestino, que só é capaz de absorver monossacarídeos. O açúcar, diz que deve ser degradada durante o processo digestivo, transformando-se em seus dois componentes: glicose e frutose. Além disso, há que ter em conta que existem alimentos que por si só têm o açúcar intrínseco, enquanto que em outros casos, o açúcar é adicionado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), em sua última orientação atualizada sobre “Consumo de açúcar para crianças e adultos no ano de 2015”, mantém a recomendação de 2003 de limitar o consumo de açúcares livres ou adicionados a menos de 10% da ingestão calórica total. No entanto, adverte que “para obter maiores benefícios para a saúde, há que limitar o consumo de açúcar adicionado a menos de 5% da energia total diária.”

De fato, a instituição alerta que o consumo excessivo de açúcar aumenta o risco de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Assim, estabelece em 50 gramas por dia, a quantidade máxima recomendada de açúcares na nossa dieta, uma cifra que deve representar menos de 10% da ingestão calórica total do dia.

De acordo com precisão a Agência norte-Americana do Medicamento (FDA, na sigla em inglês), o consumo de açúcar, na proporção que alcança nos Estados Unidos (superior a espanhola), não pode ser considerada responsável por nenhum dos efeitos nocivos que, às vezes, lhe são atribuídos, com exceção da cárie dentária, “uma patologia que tem etiologia multifatorial”.

Mas, quanto se consome por dia? De acordo com a Pesquisa Nacional de Consumo de alimentos e bebidas (Inquérito ENALIA) de 2012-2014 da Agência Espanhola de Consumo, Segurança Alimentar e Nutrição (AECOSAN), dirigido à população infantil e adolescente (6 meses a 17 anos), a ingestão média (mediana) de açúcares totais (ou seja, monossacarídeos e dissacarídeos intrínsecos e aditivos) é de 95,1 gramas/dia, o que corresponde a 21,5% da energia total diária.

Por outro lado, de acordo com outra Pesquisa ENALIA 2 da AECOSAN em 2013-2015 e dirigida à população adulta, idosa e uma submuestra de mulheres grávidas (18-75 anos), a ingestão média (mediana) de açúcares totais em adultos é de 78,1 gramas/dia, e muito semelhante ao do coletivo de mulheres grávidas (81,4 gramas/dia), o que representa 19% da energia total diária.

A partir da FEN lamentam que um dos problemas atuais é que para projetar e implementar medidas efetivas para reduzir os açúcares adicionados, estes devem estar claramente identificadas as suas fontes alimentares. “De fato, a maioria das tabelas de composição de alimentos não incluem informações sobre o conteúdo de açúcares nos alimentos“, adverte.

Por isso, desde a AECOSAN recomendam a hora de reduzir o seu consumo:

1.- É fundamental reduzir o consumo de alimentos e bebidas com adição de açúcares, evitando também dar-açúcar adicionada durante o cozinhado.

2.- Verificar sempre o rótulo dos produtos que são consumidos para saber a quantidade de açúcar que contêm, assim como de sal e de gordura.

3.- Prática diária de exercício físico para combater os excessos e manter uma vida saudável.

4.- Consumir mais produtos frescos como frutas e vegetais, e mais legumes e peixes, entre outros

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